sábado, 18 de julho de 2009
tentando voltar
- Mas dá uma olhada, Sancho. Vê quantos dentes me sobraram...
- Alguns...
- Muitos?
- Poucos.
- Mas fiéis e leais!
Dom Quixote. Miguel de Cervantes.p.50
E sem computador me sobraram poucos dentes de criatividade.
Ando com tempo, entretanto sem pc, fotos e coragem para escrever.
Alguns postes que ficaram por nascer:
A desobrigatóriedade do diploma para os jornalistas;
Os tipos de fogueira no São João;
The Afters;
A diagramação da minha primeira revista;
Forró;
E sei lá mais o quê...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
E não é que esqueci
Na realidade sempre esqueço, e não tem agenda que dê jeito na minha falha memória. A verdade que é que deveria postar ontem, 31 de março, para fechar o mês mais lindo do ano com um poste sobre a torre Eiffel, que no exato dia passado fez 120 anos que está prontinha naquele lugar de sempre na França que só conheço por fotos, mas que um dia irá sentir a leveza das minhas havaianas 37 em um momento poente.Bem, o senhor Alexandre Gustave Eiffel, foi quem pensou em fazer o monumento que marca Paris e espera por um click meu.A obra começou em 8 de outubro de 1887 e ficou pronta 1 ano, 5 meses e 23 dias depois em março de 1889.
E o senhor músico Benjamim Ruschi, que na época da foto nem sonhava em conhecer, foi empolgar os franceses com um sonzinho e acabou sendo fotografado, assim, quase sem querer com a torre como plano de fundo. E eu muito “inxirida” que sou estou colocando sua foto aqui sem permissão previa.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Sou contra o aborto, independente da situação. Sei que o caso foi questão de saúde física da menina, e creio que só a física,porque a mental já foi afetada há 3 anos atrás quando começaram os abusos.
Mas o problema vai além da igreja, dos inocentes mortos, vivo. A questão envolve o desrespeito ao próximo. Se esse homem respeitasse sua mulher, suas enteadas, ao menos sua honra isso não aconteceria. E a igreja não perderia tempo com excomunhão,não aumentaria o número da super lotação do sistema carcerário,o IMIPE e o CISAM teriam dias de movimentação comum, as ONG’s iriam resolver outros tantos problemas,eu não pagaria impostos para sustentar mais um preso e a criança seria criança até chegar seu tempo de ser mulher e quando isso acontecesse ela poderia escolher gerar os seus descendentes como, teoricamente, lhe é de direito.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Para quê omissões e justificativas?
Este é o resultado da minha primeira entrevista caracterizada, sem o comentário critico da minha professora de técnica de reportagem e entrevista, então necessito da compreensão de todos ao perceberem meus erros de percurso.
Ao perguntar à alguém o por quê dela sentir atração pelo sexo oposto, certamente a maioria das pessoas se contentaram com um “porque sim” como resposta. Agora se a pergunta é alterada para o por quê uma pessoa sentir-se atraída por alguém do seu sexo o questionado tem o “dever” de encontrar uma resposta cabível a interrogativa.
Uns explicam que foi a ausência de uma presença masculina na infância, outros se apegam a Platão explicando que só é possível sentir amor pelo semelhante, ainda tem os que procuram respaldo na reencarnação, como é o caso de Carlos Antônio, alegando que na vida passada deveria ter sido uma mulher que não conseguiu se desfazer de suas características femininas nessa vida. As razões são incontáveis e a dúvida que essas explicativas trazem também.
Apesar de alegarem que não se torna homo, se nasce, a maioria dos homossexuais ocultam seus gostos da sociedade às vezes durante toda a vida seja por medo de não ser aceito,seja por vergonha. A verdade é que essas atitudes mostram que o preconceito inicia com o próprio homossexual. Por que se é da natureza do homem sentir instintos, e a atração física faz parte desses instintos, então para que explicá-los? Para que omiti-los? Para que levar uma vida dupla?
Giuseppe Bandeiras,19 anos, decidiu assumir sua vida homossexual a três meses , mas não para todos, e afirma desejar que o pai nunca saiba de sua escolha,apesar de saber que ele já teve experiência homossexual na juventude, Giu tem medo da reação do seu genitor ao ficar ciente do assunto. “Meu pai é cabra macho do interior e não entenderia” afirma.É fato que o preconceito existe, como afirma Carlos Antônio e Giuseppe, e será eterno se os homossexuais não começarem a se enxergarem de forma mais igualitária, vivendo como qualquer pessoa independente de suas opções, mostrando assim que existem questões que não necessitam ser explicadas e sexualidade é uma delas.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Relatório sobre o Fórum Mundial Social 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
Anti horário
Ontem assisti “O curioso caso de Benjamin Button”. O filme retrata a vida de um homem que nasce velho e seu corpo vai rejuvenescendo enquanto o mundo gira em outro sentido.Fiquei pensando, se isso pudesse acontecer de fato, como seria difícil ser jovem depois de ter sofrido tantas dores , com tantas perdas nas costas,como feriria ter a alma pronta mais o corpo imaturo para amar, como seria ruim não saber falar no exato momento em que se tem um mundo de histórias para contar. Acho que enlouqueceria antes de me aparecer a primeira espinha. É uma história sensivelmente incrível que vale a pena conferir.quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Decomposta de vergonha
No fim das contas acabei envergonhada, sai com os copos do raspa-raspa e a máquina deixando para trás a garrafa da foto. A garrafa, o vidro que não se decompõe.