Na noite todos se encontram. Há baladas para todos os gostos, para o pessoal que gosta de sentar e conversar ao som de uma música ambiente nos barzinhos, para os elétricos que adoram passar a noite sentindo as batidas da música eletrônica, para os que arrastam o pé no forró rasgado, para os que gostam de swingueira e até de rock pesado. É! A balada é o principal ponto de encontro dos jovens na atualidade e, observando o fato, os seguimentos religiosos entraram na onda e passaram a preparar festas voltadas para esse público. As Baladas Santas, como ficaram conhecidas, possuem quase todas as características das festas convencionais, música, muita bebida, dança e gente bonita. Entretanto a música - de todos os ritmos - tem enfoque religioso, a bebida é sem álcool,a dança não possui sensualidade e as pessoas vão em busca de uma nova forma de ter intimidade com Deus. “Lá comecei a acreditar que a felicidade que sempre busquei fora encontrei dentro de mim, em Jesus. Cada vez que saio da balada santa volto com meu coração queimando, sabendo que não nasci a toa, que posso ajudar as pessoas, que tenho muito mais valor do que a sociedade me dá”, afirma a paulista Priscila Vidal, 25 anos. O diferencial dessa balada esta causando seu crescimento, a passos lentos, mas a cada fim de semana novos jovens são apresentados a ela. “Sofremos uma concorrência desleal com as baladas convencionais, elas têm a divulgação da mídia, fácil acesso. Diferente de nós que trabalhamos duro para evangelizar através das festas” afirma Sérgio Maranhão, psicólogo que trabalha voluntariamente no setor de comunicação social da renovação carismática da Arquidiocese de Olinda e Recife. Esse seguimento sofre crítica, sendo questionado se seus encontros tiram o foco da religiosidade. “Nessas festas os jovens vão em busca de uma diversão, da mesma forma eles podem migrar para outro seguimento não religioso porque é uma alegria efêmera que não faz ele questionar, buscar a essência da fé”, afirma Felipe Sodré, filosofo, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco. A crítica de Sodré é válida, pois as baladas santas, de fato, são mais um ponto de encontro para jovens que buscam uma diversão sadia. Muitos dos que estão ali apesar de sentirem algo diferente, especial, pode nunca mais tornar a viver experiências religiosas. A balada é apenas um chamado, é algo para despertar a atenção dos jovens, para que eles percebam que, contrário ao do que a maioria da pessoas pensam, existe muita alegria nas festas religiosas e a juventude cristã não é morta e, apesar de não ingerirem álcool e beijaram várias pessoas numa noite, ela se diverte como qualquer um dessa faixa etária. Depois de conhecerem a balada é importante que os jovens sejam encaminhados para outros seguimentos da igreja para, assim, terem uma maior vivência religiosa.Para divulgar a maneira cristã de vida e diversão, as igrejas investem em todas as formas de divulgação, sendo a internet é o principal canal de ligação com a juventude. É crescente a quantidade de comunidades no Orkut onde os integrantes trocam idéias sobre as experiências vividas na igreja, crescem também os blogs religiosos, Twitter e as rádios on-line com programação gospel. “Temos que chamar a atenção de todas as formas. Se eles gostam de Twitter, Messenger vamos estar lá utilizando esses veículos para divulgar o evangelho”, afirma Sérgio Maranhão. De fato a internet contribuiu bastante com a propagação dessa maneira de vida, através dela grupos conhecidos na comunidade cristã chegaram aos ouvidos do grande público, como foi o caso da banda católica Rosa de Saron, que apesar dos 20 anos de carreira, só atingiu maior público a cerca de dois anos com o advento do Youtube. Através dela pessoas que nunca participaram de nenhuma atividade religiosa puderam ver como funciona um show cristão. “Foi incrível ver aquela multidão pulando como loucos sem ter no corpo o efeito de nenhuma droga, sem machucar o próximo. Vi que o pessoal era animado e que não era algo comum, como estava acostumado a ver”, relata o estudante Benjamim Soares, 22 anos, sobre seu primeiro contato com festa religiosa. As razões que envolveram Benjamim encantaram outros jovens. Esses chegaram a Balada Santa com um conceito, muitas vezes distorcidos, sobre a festa e acabaram adotando essa forma de diversão como primordial para seus momentos de lazer e hoje buscam viver de acordo com as normas cristãs sem deixar de aproveitar as alegrias dessa fase de suas vidas.
sábado, 10 de outubro de 2009
Balada Santa
Na noite todos se encontram. Há baladas para todos os gostos, para o pessoal que gosta de sentar e conversar ao som de uma música ambiente nos barzinhos, para os elétricos que adoram passar a noite sentindo as batidas da música eletrônica, para os que arrastam o pé no forró rasgado, para os que gostam de swingueira e até de rock pesado. É! A balada é o principal ponto de encontro dos jovens na atualidade e, observando o fato, os seguimentos religiosos entraram na onda e passaram a preparar festas voltadas para esse público. As Baladas Santas, como ficaram conhecidas, possuem quase todas as características das festas convencionais, música, muita bebida, dança e gente bonita. Entretanto a música - de todos os ritmos - tem enfoque religioso, a bebida é sem álcool,a dança não possui sensualidade e as pessoas vão em busca de uma nova forma de ter intimidade com Deus. “Lá comecei a acreditar que a felicidade que sempre busquei fora encontrei dentro de mim, em Jesus. Cada vez que saio da balada santa volto com meu coração queimando, sabendo que não nasci a toa, que posso ajudar as pessoas, que tenho muito mais valor do que a sociedade me dá”, afirma a paulista Priscila Vidal, 25 anos. O diferencial dessa balada esta causando seu crescimento, a passos lentos, mas a cada fim de semana novos jovens são apresentados a ela. “Sofremos uma concorrência desleal com as baladas convencionais, elas têm a divulgação da mídia, fácil acesso. Diferente de nós que trabalhamos duro para evangelizar através das festas” afirma Sérgio Maranhão, psicólogo que trabalha voluntariamente no setor de comunicação social da renovação carismática da Arquidiocese de Olinda e Recife. Esse seguimento sofre crítica, sendo questionado se seus encontros tiram o foco da religiosidade. “Nessas festas os jovens vão em busca de uma diversão, da mesma forma eles podem migrar para outro seguimento não religioso porque é uma alegria efêmera que não faz ele questionar, buscar a essência da fé”, afirma Felipe Sodré, filosofo, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco. A crítica de Sodré é válida, pois as baladas santas, de fato, são mais um ponto de encontro para jovens que buscam uma diversão sadia. Muitos dos que estão ali apesar de sentirem algo diferente, especial, pode nunca mais tornar a viver experiências religiosas. A balada é apenas um chamado, é algo para despertar a atenção dos jovens, para que eles percebam que, contrário ao do que a maioria da pessoas pensam, existe muita alegria nas festas religiosas e a juventude cristã não é morta e, apesar de não ingerirem álcool e beijaram várias pessoas numa noite, ela se diverte como qualquer um dessa faixa etária. Depois de conhecerem a balada é importante que os jovens sejam encaminhados para outros seguimentos da igreja para, assim, terem uma maior vivência religiosa.Para divulgar a maneira cristã de vida e diversão, as igrejas investem em todas as formas de divulgação, sendo a internet é o principal canal de ligação com a juventude. É crescente a quantidade de comunidades no Orkut onde os integrantes trocam idéias sobre as experiências vividas na igreja, crescem também os blogs religiosos, Twitter e as rádios on-line com programação gospel. “Temos que chamar a atenção de todas as formas. Se eles gostam de Twitter, Messenger vamos estar lá utilizando esses veículos para divulgar o evangelho”, afirma Sérgio Maranhão. De fato a internet contribuiu bastante com a propagação dessa maneira de vida, através dela grupos conhecidos na comunidade cristã chegaram aos ouvidos do grande público, como foi o caso da banda católica Rosa de Saron, que apesar dos 20 anos de carreira, só atingiu maior público a cerca de dois anos com o advento do Youtube. Através dela pessoas que nunca participaram de nenhuma atividade religiosa puderam ver como funciona um show cristão. “Foi incrível ver aquela multidão pulando como loucos sem ter no corpo o efeito de nenhuma droga, sem machucar o próximo. Vi que o pessoal era animado e que não era algo comum, como estava acostumado a ver”, relata o estudante Benjamim Soares, 22 anos, sobre seu primeiro contato com festa religiosa. As razões que envolveram Benjamim encantaram outros jovens. Esses chegaram a Balada Santa com um conceito, muitas vezes distorcidos, sobre a festa e acabaram adotando essa forma de diversão como primordial para seus momentos de lazer e hoje buscam viver de acordo com as normas cristãs sem deixar de aproveitar as alegrias dessa fase de suas vidas.
domingo, 23 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Vida curta, texto longo
Quando surgiu em julho de 60 a programação era centrada em jornalismo, series e filmes estrangeiros, porém logo Mário Wallace Simonsen, o dono da TV, inovou na á
rea televisiva. A Excelsior em 62 utilizava uma programação certinha com programas tinham um horário diário definido, coisa que as outras emissoras não faziam. Também foi a primeira a tentar passar uma programação colorida. Ela também é a primeira a investir teledramaturgia. Foi na emissora que em 63 foi ao ar a primeira telenovela, 2-5499 ocupado, que conta a história de um homem que se apaixona pela voz de uma presidiária sem saber quem ela era. O casal apaixonado era Tarcisio Meira e sua mulher que na época era no Maximo uma paquera, a Gloria Menezes. Essa foi a 1ª das 47 histórias que foram ao ar na emissora. Como a excelsior era exagerada em tudo, foi ela também a responsavel pela exibiçaõ da novela mais longa na história da tv brasileira. As pessoas acompanharam francisco cuoco e suas 3 paixões durante 2 anos. Para exibir a novela em todas as suas filiais no horário certinho, ela utilizava videotape, esse tipo de gravação era uma
super novidade na época. Queria ter vivido nessa época para assitir as inovações que o canal nove proporcionava para as pessoas. Foi a emissora que apresentou o primeiro festival de música popular brasileira, onde Elis Regina foi a campeã do ano com a interpretação de arrastão. Valha-me nosso senhor do bonfim! Se vocês pudessem ouvir cantaria para vocês. Assim como, se não houvesse o golpe militar, que obrigou a emissora a tirar programas que davam um bom trocado do ar. E achando pouco fez ela pagar 170 milhões de cruzeiros em impostos para o governo... se esse dinheiro fosse usado para pagar os investimentos que o Mário fez... a excelsior ainda estaria viva. Ai se o pobre do Mário não fosse tão azarado! porque só muito azar é capaz de fazer uma emissora pegar fogo duas vezes na mesma semana. como aconteceu com a falecida em 66. Se nada disso acontecesse talvez a excelsior não teria sido vendida ao grupo folha de são paulo. Se... se bem que a excelsior voltou para as mãos do antigo dono um tempinho depois. Também, eu que não queria ser dona de uma emissora azarada como essa. Tanta pouca sorte culmina com Ferreira Neto invadindo o programa humiristico Adélia e suas trapalhadas e anúncia o fim da excelsior, em outubro de 70. Para confirmar a falta de sorte o Brasil tinha sido tricampeão na copa do México e como sempre a população não estava nem ai para o fim da emissora. Os artista até que tentaram fazer campanha, + não deu certo. Nem recorrendo ao recém criado ministério das comunicações. Não teve jeito...Seria comico se não fosse trágico, a pobre foi tão inovadora, por sua telinha telinha passaram artistas que hoje são consagrados e fez experiências que deu certo em outras emissoras...
sábado, 18 de julho de 2009
tentando voltar
- Mas dá uma olhada, Sancho. Vê quantos dentes me sobraram...
- Alguns...
- Muitos?
- Poucos.
- Mas fiéis e leais!
Dom Quixote. Miguel de Cervantes.p.50
E sem computador me sobraram poucos dentes de criatividade.
Ando com tempo, entretanto sem pc, fotos e coragem para escrever.
Alguns postes que ficaram por nascer:
A desobrigatóriedade do diploma para os jornalistas;
Os tipos de fogueira no São João;
The Afters;
A diagramação da minha primeira revista;
Forró;
E sei lá mais o quê...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
E não é que esqueci
Na realidade sempre esqueço, e não tem agenda que dê jeito na minha falha memória. A verdade que é que deveria postar ontem, 31 de março, para fechar o mês mais lindo do ano com um poste sobre a torre Eiffel, que no exato dia passado fez 120 anos que está prontinha naquele lugar de sempre na França que só conheço por fotos, mas que um dia irá sentir a leveza das minhas havaianas 37 em um momento poente.Bem, o senhor Alexandre Gustave Eiffel, foi quem pensou em fazer o monumento que marca Paris e espera por um click meu.A obra começou em 8 de outubro de 1887 e ficou pronta 1 ano, 5 meses e 23 dias depois em março de 1889.
E o senhor músico Benjamim Ruschi, que na época da foto nem sonhava em conhecer, foi empolgar os franceses com um sonzinho e acabou sendo fotografado, assim, quase sem querer com a torre como plano de fundo. E eu muito “inxirida” que sou estou colocando sua foto aqui sem permissão previa.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Sou contra o aborto, independente da situação. Sei que o caso foi questão de saúde física da menina, e creio que só a física,porque a mental já foi afetada há 3 anos atrás quando começaram os abusos.
Mas o problema vai além da igreja, dos inocentes mortos, vivo. A questão envolve o desrespeito ao próximo. Se esse homem respeitasse sua mulher, suas enteadas, ao menos sua honra isso não aconteceria. E a igreja não perderia tempo com excomunhão,não aumentaria o número da super lotação do sistema carcerário,o IMIPE e o CISAM teriam dias de movimentação comum, as ONG’s iriam resolver outros tantos problemas,eu não pagaria impostos para sustentar mais um preso e a criança seria criança até chegar seu tempo de ser mulher e quando isso acontecesse ela poderia escolher gerar os seus descendentes como, teoricamente, lhe é de direito.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Para quê omissões e justificativas?
Este é o resultado da minha primeira entrevista caracterizada, sem o comentário critico da minha professora de técnica de reportagem e entrevista, então necessito da compreensão de todos ao perceberem meus erros de percurso.
Ao perguntar à alguém o por quê dela sentir atração pelo sexo oposto, certamente a maioria das pessoas se contentaram com um “porque sim” como resposta. Agora se a pergunta é alterada para o por quê uma pessoa sentir-se atraída por alguém do seu sexo o questionado tem o “dever” de encontrar uma resposta cabível a interrogativa.
Uns explicam que foi a ausência de uma presença masculina na infância, outros se apegam a Platão explicando que só é possível sentir amor pelo semelhante, ainda tem os que procuram respaldo na reencarnação, como é o caso de Carlos Antônio, alegando que na vida passada deveria ter sido uma mulher que não conseguiu se desfazer de suas características femininas nessa vida. As razões são incontáveis e a dúvida que essas explicativas trazem também.
Apesar de alegarem que não se torna homo, se nasce, a maioria dos homossexuais ocultam seus gostos da sociedade às vezes durante toda a vida seja por medo de não ser aceito,seja por vergonha. A verdade é que essas atitudes mostram que o preconceito inicia com o próprio homossexual. Por que se é da natureza do homem sentir instintos, e a atração física faz parte desses instintos, então para que explicá-los? Para que omiti-los? Para que levar uma vida dupla?
Giuseppe Bandeiras,19 anos, decidiu assumir sua vida homossexual a três meses , mas não para todos, e afirma desejar que o pai nunca saiba de sua escolha,apesar de saber que ele já teve experiência homossexual na juventude, Giu tem medo da reação do seu genitor ao ficar ciente do assunto. “Meu pai é cabra macho do interior e não entenderia” afirma.É fato que o preconceito existe, como afirma Carlos Antônio e Giuseppe, e será eterno se os homossexuais não começarem a se enxergarem de forma mais igualitária, vivendo como qualquer pessoa independente de suas opções, mostrando assim que existem questões que não necessitam ser explicadas e sexualidade é uma delas.